sexta-feira, 30 de março de 2012


Verônica Debom, a professora em Rebelde, revela faceta de humorista!


Você sabia que Verônica Debom, a professora Cris de Rebelde (Record), faz apresentações de stand up comedy quando não está gravando a novelinha teen? Pois é! O R7 conversou com a atriz nos bastidores da trama de Margareth Boury e ela nos revelou que sempre foi bem amiga do humor.
— Eu nasci assim, sempre fui palhaça. Quando eu era pequena eu era feia [risos], então tive de virar engraçada. Depois eu mudei, coloquei um aparelho, os dentes entraram no lugar, fiz uma escova, passei uma maquiagem [risos]... Estou brincando. Mas, enfim, 90% dos trabalhos que eu pego tem relação com o humor. As portas sempre se abriram neste caminho, porque é a coisa mais natural para mim.
Um pouco antes de entrar para o elenco de Rebelde (Record) como a professora de Geografia, Verônica, que é formada em Publicidade pela PUC-RJ e também pela CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), formou um grupo de stand up com amigos, o Comédia Sem Média 
— Eu fui na moda do stand up. Montei o grupo com dois amigos, eles começaram a viajar com os shows, e eu, por conta da novela, eu não consegui ir junto. Aí a gente se afastou, e eu me foquei mais em Rebelde. Só que aconteceu de outro amigo falar de mim para o Victor Sarro [humorista], e ele falou de mim para o Comédia em Pé. Daí, um dia, eu fiz um open mic [como é chamado o teste para novos humoristas], deu certo e eles me chamaram para ser convidada.
Sim, senhoras e senhores. Esta semana, Verônica é a convidada do grupo pioneiro da prática no Brasil. Para quem mora no Rio de Janeiro, vale dar um pulinho no Teatro dos Grandes Atores, na Barra da Tijuca, e curtir o show.
No bate-papo com o R7 no camarim de Rebelde (Record), a atriz ainda falou que vivemos em um país machista e conservador, e o humor – principalmente feito por mulheres – é uma porta para mudar esse cenário.
— Eu sinto dificuldade, claro. Os homens podem falar qualquer coisa, já a gente precisa ficar atenta. Mas está abrindo muito espaço também. A gente ainda vive em uma sociedade muito conversadora quando falamos de humor. E também acho que a gente é machista. E o humor é um jeito de quebrar isso. O Chico Anysio tinha uma frase ótima. Ele dizia: “O humor é tudo. Até engraçado”.
Medo também é algo que anda junto de Verônica. Na verdade, é mais um receio misturado com ansiedade para saber se a piada vai funcionar no palco ou não.
— A primeira apresentação que eu fiz tinha foco em coisas femininas e foi na casa de um dos meus amigos. Na platéia, tinha a mãe dele e meia dúzia de amigas dela [risos]. Foi para testar a piada mesmo. Elas riram e deu certo. Stand up dá medo, principalmente quando a piada é nova. Hoje em dia se eu tenho alguma piada nova para testar eu enfio no meio das velhas que eu sei que funcionam [risos]. 

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